17 de jun. de 2010

História do Rock: Aqui se planta... logo ali se colhe

“Vida de negro é difícil, é difícil como o quê ...” A famosa música de Dorival Caymmi cabe como uma luva nessa nova etapa da História do Rock... como uma luva em mãos calejadas! Jamais poderíamos imaginar que os maus tratos dispensados aos escravos negros, trazidos da África pelos “Senhores Brancos Americanos” para enriquecer nas plantações de Algodão no Sul dos EUA, seriam o grito de guerra fundamental à criação do Rock’n’Roll .
“Importados” de três regiões do Continente Africano – Costa do Marfim, Floresta Tropical e Congo –, os negros trouxeram na bagagem “apenas suas lembranças e suas riquezas musicais". Dessas regiões viriam respectivamente as longas linhas melódicas, os cantos ornamentados e os instrumentos de corda, os ritmos mais complexos e grandes instrumentos de percussão, e também a música separada em solista e grupo vocal, acrescentados à cultura musical rural do branco americano das fazendas e dos campos de colheita. Essa forma citada acima poderá ser encontrada na música Gospel – seu improviso melódico e textual entre coro e solista: o solista canta uma frase, repetida a seguir pelo grupo todo. Encontraremos os mesmos efeitos mais adiante, no Blues, no Rock, no Samba, no Rap e no Hip-Hop.

Essa mistura da música negra Africana com a música branca rural da América iria se tornar o grande encontro das águas – como Rio Negro e Solimões –, preparando assim todo o terreno para a formação dos primeiros cantores de Blues-Folk e Rockabilly , fundamental para estrutura do Rock e suas ramificações.

À base das chibatadas, os escravos costumavam trabalhar de sol a sol, parando apenas à noite em breves "Pit-Stops" para descansar a “carcaça” no Box , com teto aberto para a lua cheia e suas estrelas inspiradoras. Como forma de adoração a Deus, ou mesmo de desabafo contra os maus-tratos, abusos, discriminação e opressão impostos pela sociedade , os escravos arrumaram um jeito de ter seu espaço e seu canto fortalecidos através da música   – feita em segredo, na calada da noite, pois eram proibidos de tocar percussão e cantar –, mantendo assim intacta sua coletividade e união contra os Senhores Brancos.
Era a única forma de sobrevivência naquela condição sub-humana, e a verdade com que entoavam seus cantos era de uma força, comoção e dignidade ímpares. Porém, em pouco tempo, os Senhores descobririam que essa “ilegal” atividade lhes traria mais lucros caso fosse liberada, pois os escravos trabalhavam mais felizes quando cantavam, e assim renderiam muito mais. A partir daí , das plateias noturnas para as plateias diurnas, chegavam ao mercado as primeiras canções de trabalho, as WORK-SONGS !!!! Como exemplo de pergunta e resposta em coro, a música "Vou varrendo, vou varrendo, vou varrendo..." do grupo Molejo...rsssss... -– perfeita Work Song de nossos tempos !!
Conforme o tempo foi passando, depois de várias tentativas frustradas de destruir a cultura negra a partir da mistura de suas tribos, os escravos foram sendo integrados ao novo mundo, e a música Africana teria uma importante e significativa junção com a música Europeia. Quanto mais se tentava “educar” religiosamente os escravos, mais suas músicas pendiam para essa vertente da adoração a Deus, só que agora também misturada a hinos ocidentais clássicos . De Work-Songs as músicas passariam a Spirituals Songs , e o sonho dos escravos por uma vida melhor , ganhava corpo e alma.  A melhor explicação dessa transformação foi dada por um escravo, na época :
"O meu senhor manda me chamar , diminui minha ração de fubá e ordena que me dêem 100 chibatadas. Meus amigos dão uma olhadela ficam com pena de mim. E a noite, quando vão para a casa da louvação cantam a respeito disto. Alguns são cantores muito bons, vão trabalhando na coisa, caprichando, caprichando até acertar mesmo. É assim , dessa maneira.".
Como exemplo: "Nobody Knows the Trouble I've seen" - Golden Gate Quartet (1955).
"Ao mesmo tempo, como palavra de Deus na música, O Gospel é cantado nas igrejas, com mensagens religiosas tiradas da Biblia e contadas em forma de música. O interessante é que o estilo do "rap", surgido muito tempo depois, tem suas origens no Gospel". Esse aspecto é bastante interessante e chega a parecer cômico, uma vez que o Gospel também é conhecido como a música das Boas Notícias, ao contrário da ideologia "rapper".
Como podemos ver , a mesma história que nos proporciona grandes risadas e grandes momentos brincalhões , também retrata a profunda ferida na sociedade negra, e os absurdos cometidos pelos "Senhores Brancos", detentores do poder econômico, social e político.
Como aqui no "blog" se colhe o que se planta, a volta foi dada por cima, e os negros conquistariam sua hegemonia ao revolucionar a música no século XX, com a invenção desse " “tal de rockenroll"- – , mesmo a partir das mãos calejadas. Como imaginar que os alicerces do Rock teriam tanta sustentabilidade entre dois diferentes ângulos da história, – o dos brancos e o dos negros -?
Afinal, nas fazendas, tanto encontrávamos escravos negros, quanto brancos "caipiras", e é essa mistura do Country & Western com o Rhythm & Blues que vai gerar o equilíbrio e será a mola propulsora do Rock, dando asas a Elvis Presley, Chuck Berry, e muito mais... A história vai se transformar...- – olhe no próximo capítulo...

História do Rock: Ninfas, Trovadores e Foguetes

As ninfas que ensinaram aos seres humanos a verdade dos deuses, semideuses e heróis, através de poesia, música, dança, canto lírico, coral e teatro, sempre acompanhadas por sons, eram chamadas de musas; daí a origem da palavra música, na língua grega, que vem da arte de ensinar. Ensinar, aprender, propagar, divulgar, divertir, alardear, confundir, anarquizar, iluminar, informar, questionar... esses sempre foram os objetivos principais da música através dos tempos e principalmente do rock'nroll.
Digamos que, depois de uns tempos, essas, ou outras ninfas mais modernas, confundiriam a cabeças de muito roqueiros, e daí surgiriam grandes clássicos do rock e até grandes discos no meio de gigantescas confusões amorosas, caso, por exemplo, do ótimo "Rumours", do Fletwood Mac. Um dos LPs mais vendidos da história, Rumours, foi confeccionado em meio a crises conjugais entre os dois casais da banda, o que prova que, sem as ninfas,o rock'n'roll não teria metade de seu glamour, seja na história pessoal dos roqueiros, seja na plateia – as famosas " tietes" que moveram 90% das presepadas dos pop stars !!
Como imaginar John sem Yoko, Sid sem Nancy, Kurt sem Courtney e Tina sem Ike? A roda de casais no rock também foi motivo de prosa e verso, e os unicórnios, sejam masculinos ou femininos, por várias vezes passaram de meras lendas mitológicas a realidade. Ou seja, de cavalo a burro.
Até o século 15 ou 16, a atividade musical era exclusivamente de utilidade pública: acompanhar cultos religiosos, encorarajar soldados com hinos de guerra, ninar crianças, proporcionar música ambiente nas cortes, lazer em danças e outras atividades socioartísticas e, principalmente, de comunicação. Essa forma de música comunicativa foi especialmente importante para entender grande parte da história do Rock: eram os violeiros, os repentistas, os rappers.....ops........nãoooooooooo...esperem....desculpem, isso é mais pra cá....eram....OS TROVADORES E OS MENESTRÉIS !!!!
Afinal, o que o bardo Chatotorix e Allan, o trovador, teriam em comum, além de frequentarem as páginas romanceadas de personagens e heróis europeus, como Asterix e Robin Hood? Funcionava mais ou menos assim: os trovadores eram os autores, e os menestréis, os intérpretes – diferentemente de Bob Dylan, que batia córner e cabeceava. Viela, Rabeca, Alaúde, Flautas, Cornetas, ou Harpa, foram instrumentos usados pelos trovadores e menestréis que ajudaram a propagar as informações através dos campos e dos tempos, seja para ajudar em batalhas, levando mensagens em forma codificada e satírica, seja para entreter os guerreiros cansados e suas esposas carentes de sexo, drogas e diversão .... e digo mais: a meu ver, os bardos inventariam, lá atrás, a primeira forma de som de fogueira, antes de nos depararmos com os sons de Beto Guedes, Toquinho, Pink Floyd, Milton Nascimento e Led Zeppellin ( particularmente em Stairway to Heaven, a música mais "executada" das noites quentes de verão e inverno).
O que foi todo o tempo muito bem retratado pelos bardos Celtas, por exemplo, foi a sua visão do cotidiano, sempre muito perspicaz e crítica. Seja falando da sua aldeia, do seu condado ou do reino, esse tipo de som simples, eficaz e fácil de transportar, permitiu turnês sensacionais na Idade Média, quando apenas um cara era capaz de fazer uma confusão danada. É claro que chegaremos mais na frente a falar de Cat Stevens, Johny Cash, Joan Baez, John Denver, Leonard Cohen, Neil Young, Paul Simon, do já citado Bob Dylan, e aqui por nossos campos feudais, Renato Russo, Raul Seixas, Juca Chaves, e até do próprio Oswaldo Montenegro, um senhor menestrel.
Em diversas canções dos Beatles, por exemplo, encontramos traços de tão longínqua caminhada. Canções como Penny Lane e Strawberry Fields Forever sofreram influências dos trovadores, ao usar bem os versos como retrato do cotidiano, assim como em Rocky Racoon encontramos traços dos "trovadores- cowboys" do velho oeste americano, os quais, com seus revólveres em formato de discos,  "invadiriam" a Inglaterra pelo porto de Liverpool.
Sim, Chatotorix ainda continua chato, às vezes o violão (ou lira) na mão pode ser uma arma, mas se ele tivesse composto Hurricane , Blowin' in the wind, Father and Son, Faroeste Caboclo ou Gita, garanto que não seria colocado em cima de sua casa na árvore, amarrado e amordaçado, enquanto os outros bárbaros se fartavam em banquetes deliciosos e mundanos, sem ao menos uma musiquinha de fundo pra contar a verdadeira historia do rock daquela época.
Na verdade, a história que vamos contar por aqui, até chegarmos especificamente aos anos 50,  é uma narrativa "efeito borboleta" - citando a teoria de que , quando uma borboleta bate as asas lá no Japão, o mundo inteiro é afetado de alguma forma. O rock'n'roll não teria tantas histórias e vertentes diferentes, se não existissem as ninfas , os trovadores e a vontade de transmitir mensagens pelo mundo, seja montado em cavalos, aviões, caravelas ou unicórnios, dependendo do comportamento das ninfas, é claro . Afinal, nessa corrida de revezamento, o Rock chegou à Lua a bordo de um foguete, na forma de "Satisfaction", dos Rolling Stones.

História do Rock: 01 - Ossos, Danças e Sinais de Fumaça

Nada é por acaso. Essa é uma verdade muito precisa da história da humanidade. Por exemplo : pra se entender como surgiu o Rock’n’Roll , temos de levar em conta vários fatores ou fatos históricos conjugados, que levaram a esse grito de guerra e paz tão poderoso no nosso planeta. Numa pequena introdução à história da música, já teríamos na Pré-História os primeiros sinais de existência dos bateristas e percussionistas, visto que os Antropóides do período Terciário, já se haviam com bastões, toras de árvores fossilizadas e dançavam em torno de tambores.
Havia também os Litofones , rochas de tamanhos diferentes, colocadas sobre um tronco e usadas pra produzir música melódica por percussão. É claro que daí, até o surgimento de um John Bonham (Led Zeppellin) ou o solo enorme de bateria de Ian Paice do Deep Purple, muita história foi e ainda será contada, mas a intenção sempre permanecerá a mesma : fazer muito barulho !!!!!!
Toda a cronologia do desenvolvimento musical não pode ser definida com muita precisão. Afinal quem nasceu primeiro: o ovo ou a galinha? A música vocal surgiu antes ou depois das “marretadas” ? O canto e a dança chegaram juntos? Ninguém sabe dizer ao certo se primeiro o bárbaro cantarolou uma melodia uivando para a lua ou se batucou na cabeça do “amigo” com ossos de algum animal sacrificado por não gostar do som que se produzia naquela época, um rock cru e animalesco .
É certo que a dança sempre foi uma linda forma de expressão usada por ambos os sexos como forma de atração sensual ou então como adoração de algum Deus, que por muitas vezes deve ter preferido ser surdo. A arte de “requebrar as cadeiras” não foi privilégio de Elvis Presley ou James Brown. Era dança pra chamar a chuva, pra colocar os bichos pra fora, pra flertar, implorar por comida e claro...pra se divertir!!
A forma de expressão através dos gestos, mímicas, danças, grunhidos e posteriormente dos símbolos, desenhos, palavras e escrita, sempre foi uma necessidade do homem e seja em que época fosse , o ser humano sempre conseguiu se fazer pronunciar ou propagar suas informações. Os sinais de fumaça levavam rapidamente uma informação à distancia, por montanhas até , o que pode ter sido um dos primeiros sinais de que seria mais fácil divulgar suas idéias e pensamentos, se inventassem o rádio, afinal...como imaginar a história do Rock’n’Roll e da música pop , sem o rádio?
Nada é por acaso...não foi por acaso que surgiram na mesma época Elvis, Chuck Berry, Little Richards ou na mesma geração Beatles, Stones e Beach Boys..ou ainda em outra mais na frente Led Zeppellin, Pink Floyd e Yes. Ou até mesmo Titãs, Legião, Barão, Ultraje, Lobão e Paralamas. Nada é por acaso.. e se o tempo não para, o mundo do rock anda em ciclos, que de tempos e tempos nos preparam surpresas relidas, revisitadas, reinventadas e renovadas, se misturando a novos elementos tecnológicos ou de novos questionamentos na  “evolução” da sociedade humana como um todo.
A fé, a tecnologia e a competição  movem montanhas. As brigas, as rixas, as contestações e as admirações mútuas, fizeram  o rock andar a passos largos e conquistar o mundo, como forma soberana de comunicação, entretenimento, protesto, questionamento político-ideológico-romântico-filosófico e de encantamento mágico e pleno. 

Repórter mais sexy do mundo pode ter atrapalhado a Espanha

O povo espanhol ainda não perdou o gol que Iker Cassillas levou da Suiça e quer um culpado. Bem, na verdade, eles já acharam um: Sara Carbonero, repórter mais gata do mundo e namorada do jogador. Segundo o jornal Daily Mail, os torcedores acharam que o arqueiro ficou distraído com a presença da namorada, que ficou atrás do gol da Fúria. As fotos não mentem:












Marcelo Adnet fala de sua vida e careira-parte 3

Já recebeu alguma oferta de outras emissoras? Se sim, por que preferiu continuar na MTV?
Sim, recebi. Preferi ficar pelas relações pessoais que construí e pela liberdade de expressão. Não tem preço poder falar o que você quer, o que você sente.
Hoje você apresenta também o "Comédia MTV", com Dani Calabresa, e os “Deznecessários”, que é mais voltado para o stand-up comedy. Como vocês fazem para preparar o programa?
Não é stand up comedy. O stand up e um humor de texto, o comediante sozinho sobe ao palco e fala seu texto para a platéia. O "Comédia MTV" é um humor de esquetes, de tipos, de edição, queremos um programa muito rico, diverso. O elenco mostra isso - temos um que faz personagem bem, o outro é imitador, o outro escreve bem, o outro e escrachado. Todos nos completamos, cada um tem uma especialidade. É um programa de humor, com muita diversidade.
Rola algum tipo de troca entre "15 Minutos" e "Comédia MTV"? Algum tema de um programa pode servir para o outro? Já aconteceu?
A gente tem vontade de interagir, mas eu evito. Deixo o "15 minutos" de um lado e o "Comédia" de outro, pra não misturar as coisas e fazer dois trabalhos distintos.
Como é dividir um programa e os palcos com a Dani, que agora é sua esposa?
Tranquilo. No meio da rotina agitada a gente consegue se ver e isso ajuda a manter a gente junto.
Sua participação em filmes está crescendo também, com "Polaroides Urbanas", "Apenas o Fim" e "Mulher Invisível". Tem mais planos para a telona?
Sim. Estarei em "Muita Calma Nessa Hora", de Bruno Mazzeo, a maior reunião de humoristas do cinema nacional, em "Heleno", de Zé Henrique Fonseca, que conta a historia do Heleno de Freitas, do Botafogo, na década de 40, e no novo filme de Carlos Riccelli e Bruna Lombardi, ainda sem titulo. Nos três fiz apenas poucas cenas, por causa do cronograma apertado, mas foi um prazer imenso e quero muito ver os filmes.
A revista "Época" te elegeu como um dos 100 brasileiros mais influentes de 2009. Como você se sente em relação a isso?
É ao mesmo tempo um motivo de orgulho e de responsabilidade. Mas, no fim das contas, fico muito feliz, porque considero meu humor político e, se as pessoas me ouvem, isso é bom pra eu exercer esse papel.
Voltando ao teatro, você também está em cartaz com "Comédia ao Vivo".  Qual a principal diferença entre essa peça e "Z.É."?
O “Comédia ao Vivo” é um show de stand up comedy e o “Z.E.” é um show de improvisação... Não tem nada a ver uma coisa com outra, além é claro do prazer que tenho de atuar nas duas.
E, para finalizar, como está se sentindo como colunista do jornal "O Globo"? É muito diferente dos outros trabalhos?
Nossa! Muito bem! É totalmente diferente escrever de atuar, claro. Mas o melhor é que consigo ser eu mesmo no teatro, na TV, no cinema e escrevendo sobre esportes no Globo todo sábado. Isso me faz muito feliz.

Marcelo Adnet fala de sua vida e careira-parte 2

FAMOSIDADES - Você é um artista meio "multiuso". Apresenta programa, é ator, faz stand-up comedy e agora está até escrevendo coluna em jornal. Como você faz para administrar tudo isso?
MARCELO ADNET - A única maneira de administrar isso é trabalhar com alegria. Transformar um pouco do trabalhar em diversão e, pra mim, expressar minhas idéias, fazer minhas críticas. É uma maneira de extravasar, se divertir, além de trabalhar. Assim dá pra levar o dia a dia. Mas, sinceramente, se pudesse ter um dia a mais na semana ou umas quatro horas a mais por dia, seria sensacional. Isso é que dá ser "meio" multiuso.
Você cresceu em uma família bem artística. Qual desses talentos apareceu primeiro?
O amor da minha mãe foi o primeiro talento. Ela sempre foi mãezona daquelas de agarrar e dar beijo e botar casaquinho nas costas, fazer ovinho mexido. Depois o talento musical do meu pai e depois ainda o talento intelectual do meu tio. Depois o talento incrível das pessoas com as quais convivo e com quem aprendo todos os dias.
Você começou em "Zenas Emprovisadas" em 2003, a convite do Fernando Caruso. Esperava tanto sucesso logo no seu primeiro trabalho?
Não, mas quando subi ao palco pela primeira vez senti que no teatro poderia expressar muito mais as minhas idéias do que na profissão de jornalista. E por esse calor, essa intensidade, até hoje eu, o Caruso, Rafel Queiroga e Gregório Duvivier estamos juntos com o "Z.É.", em nossa 17ª temporada, sete anos depois da estréia.
"15 Minutos", na MTV, te rendeu uma das maiores audiências da MTV e ótimas críticas em 2008. Como você chegou a esse modelo informal e pessoal no programa?
Apostando no erro. Errar é humano e portanto as imperfeições jogaram a nosso favor. Não estamos acima do telespectador, num mundo perfeito e mágico da TV. Estamos nivelados com quem assiste, acertando e errando, como na vida de todo mundo.
As imitações de celebridades, hoje uma marca registrada, foram uma iniciativa sua, da produção ou do público?
Sempre foi uma marca minha. Desde criança imitava políticos e cantores. Na primeira semana do "15 minutos" fiz imitações e,desde então, o público não parou de pedir as imitações.
A saída de Kiabbo interferiu no rumo de "15 Minutos"? Vocês continuam  amigos?
Sim, interferiu. Ele é um bom músico e construiu um personagem engraçado, mas por questões que cabem a ele e a MTV, saiu. Não nos falamos mais, mas tenho carinho por ele. Infelizmente ele citou meu nome de forma muito negativa em declarações para a imprensa e isso me deixou bastante triste.

Marcelo Adnet fala de sua vida e careira-parte 1

   Ele é uma comédia! Marcelo Adnet, um dos humoristas mais respeitados de sua geração, vem colecionando vitórias ao longo de sua carreira. Com apenas 28 anos, Adnet já foi eleito como um dos 100 brasileiros mais influentes pela “Revista Época”, tem dois programas televisivos no canal MTV, já estreou em produções cinematográficas, está à frente de uma peça e ainda por cima é um dos mais novos colunistas de esportes do jornal “O Globo”.
Ah! E não dá pra esquecer que ele casou recentemente com a também humorista Dani Calabresa, com quem divide a apresentação de um programa. Tá bom ou quer mais?
Em bate-papo com o Famosidades, Adnet comentou sobre o início de sua carreira, falou do impacto da saída de Kiabbo do programa “15 Minutos”, revelou como é dividir um programa com a esposa e contou dos novos projetos. Ele disse que vai participar, por exemplo, do filme “Heleno”, que conta a história do jogador de futebol da década de 40. No longa, ele vai contracenar com ninguém menos que Rodrigo Santoro e Alinne Moraes! E ainda vai fazer pontas em “Muita Calma Nessa Hora”, de Bruno Mazzeo, e de uma outra produção, que ainda não tem título.
E as imitações? Adnet contou que sempre foi uma “marca registrada” dele, e que só cresceu com os pedidos do público. “Desde criança imitava políticos e cantores. Na primeira semana do '15 minutos' fiz imitações e, desde então, o público não parou de pedir as imitações”, disse.

16 de jun. de 2010

Um leopardo com cabelos verdes (copa do mundo 2010)

Mascote da Copa - Zakumi:
Zakumi - Mascote da Copa do Mundo - África do Sul 2010

A África do Sul escolheu um dos animais de sua rica fauna para ser a mascote da Copa-2010. O leopardo Zakumi se apresenta com corpo amarelo e cabelo verde. Segundo o criador Andries Odendaal, trata-se de um “disfarce” para que o felino possa se esconder no gramado. As cores também fazem menção ao uniforme da seleção dona da casa.
Lançado em setembro de 2008, Zakumi “nasceu” em 1994 – ano no qual a África do Sul começou a viver na democracia e deixou para trás o apartheid. A mascote 'comemora aniversário' no dia 16 de junho, Dia da Juventude no país.
O nome do leopardo se baseou nos termos “za”, de “África do Sul” (em um dos idiomas locais), e “kumi”, que em diferentes línguas africanas significa “dez”. O termo pode ser interpretado como “vem aqui” em algumas línguas africanas. Segundo seus criadores, Zakumi possui “espírito aventureiro, espontaneidade e muita energia” para animar os torcedores.

12 de jun. de 2010

Troféu da Copa do Mundo FIFA

O Troféu da Copa do Mundo FIFA é um troféu de ouro dado aos ganhadores de cada edição da competição. Desde o advento da Copa do Mundo FIFA de 1930 houve dois troféus dados aos campeões.



Taça Jules Rimet

A Taça Jules Rimet era o prêmio original da Copa do Mundo FIFA. Originalmente nomeada de "Vitória", mas conhecida simplesmente como Taça do Mundo ou Coupe du Monde (em francês), foi oficialmente renomeada em 1946 em honra ao presidente da FIFA, Jules Rimet. Criado por Abel Lafleur, feito de ouro e liga de prata numa base azul de lápis-lazúli, medindo 35 cm e pesando 3.8 kg.[1] Tinha a forma de uma taça octogonal, apoiado por uma figura alada representando Nice, deusa grega da vitória (em grego, Νίκη, Níkē).
Durante a Segunda Guerra Mundial o troféu ficou com a Itália. Ottorino Barassi, o vice-presidente da FIFA e presidente da Federação Italiana de Futebol, escondeu-a numa caixa de sapatos debaixo de sua cama temendo que ela fosse roubada pelos nazistas.
Contudo, a taça acabou sendo roubada duas décadas depois, durante uma exibição pública no Westminster Central Hall, Inglaterra, quatro meses antes da Copa do Mundo FIFA de 1966. A taça só foi encontrada sete dias depois, embalada num jornal numa cerca-viva de um jardim em South Norwood, Londres, por um cão chamado "Picles".[2] Por uma medida de segurança a FA secretamente criou uma réplica da taça para ser usada nas celebrações pós-partida final. A réplica também foi usada em ocasiões subsequentes até 1970. A mesma foi vendida num leilão em 1997 por £254,500, comprada pela FIFA e depois exibida no Museu Nacional de Futebol em Preston.
A seleção brasileira ganhou o troféu pela terceira vez em 1970, ganhando por isso o direito da posse permanente. Contudo, a taça foi roubada em 1983 no Rio de Janeiro e nunca foi recuperada; acredita-se que os ladrões a tenham derretido para vendê-la.[3] A Confederação Brasileira de Futebol então se autorizou de fazer uma réplica. A mesma foi criada por Eastman Kodak, que usou 1.87523 quilogramas (3.97 libras) de ouro, terminando-a em 1986.


Taça FIFA

O troféu que substituiu a Taça Jules Rimet foi a Taça FIFA, apresentada na Copa do Mundo FIFA de 1974. Criada por Silvio Gazzaniga e produzida por Milano Bertoni, mede 36,5 cm e é feita de 5 kg de ouro 18-quilates (75%) sólido com uma base (13 cm de diâmetro) contendo duas camadas de malaquita. A taça, que pesa 6.175 kg, tem duas figuras humanas segurando o planeta Terra.
A taça tem visivelmente gravada "Copa do Mundo FIFA" em sua base. O nome de cada país que tenha sua seleção ganho a Copa do Mundo FIFA tem gravado seu nome na base da taça. Até o momento sete campeões foram gravados. Não se sabe ainda se a FIFA vai retirar a taça após todos os espaços para os países serem ocupados na base; isso só ocorrerá em 2038.
Ao contrário da taça Jules Rimet, a Taça FIFA não ficará em definitivo com nenhuma seleção mesmo que ganhe três campeonatos consecutivos ou cinco alternados. A taça poderá ser trocada quando forem ocupadas todas as placas com os nomes dos países campeões, assim sendo ela ficará em poder da FIFA.
Antes que isso aconteça, o campeão do torneio fica com o troféu por quatro anos e após isso recebe uma réplica da original.


Campeões

Seleção: Brasil 
Taça Jules Rimet: 3
Taça do Mundo FIFA: 2
Total: 5
Seleção: Itália
Taça Jules Rimet: 2
Taça do Mundo FIFA: 2 

Total: 4

Seleção: Alemanha

Taça Jules Rimet: 1
Taça do Mundo FIFA: 2
Total: 3 


Seleção: Uruguai
Taça Jules Rimet: 2
Taça do Mundo FIFA: 0
Total: 2


Seleção: Argentina
Taça Jules Rimet: 0
Taça do Mundo FIFA: 2
Total: 2


Seleção: Inglaterra
Taça Jules Rimet: 1
Taça do Mundo FIFA: 0
Total: 1

Seleção: França
Taça Jules Rimet: 0
Taça do Mundo FIFA: 1
Total: 1


Observações importantes:
- Por terem disputado mais edições da Copa do Mundo, somente Brasil, Alemanha Ocidental (a República Federal da Alemanha ou "Alemanha", herdeira desses títulos após a Reunificação) e a Itália conseguiram conquistar uma cópia (Brasil teve a definitiva em 1970) da Taça Jules Rimet e da Taça FIFA. - Mesmo tendo sido campeões do mundo, Uruguai (1930 e 1950) e Inglaterra (1966) conseguiram somente a Taça Jules Rimet, assim como Argentina (1978 e 1986) e França (1998) só obtiveram a Taça FIFA.

2 de jun. de 2010

Brasil faz 3 a 0 no Zimbábue, mas contusões preocupam Seleção vence amistoso pré-Copa, porém lesão de Julio César e ausência de Juan podem ser problema



Foto da matéria
Por ReutersMichel Bastos marcou seu primeiro gol com a camisa do Brasil; de falta, ele abriu o placar contra o Zimbábue
Os planos de Dunga eram vencer a fraca seleção de Zimbábue, nesta quarta-feira (2), no penúltimo jogo antes da Copa, e não perder nenhum jogador por lesão. 

A primeira tarefa foi cumprida com facilidade (3 a 0), mas a segunda não. O zagueiro Juan, titular da seleção, sequer entrou em campo. Com um problema muscular, ele deu lugar a Thiago Silva. E logo aos 26min de jogo, o goleiro Julio César pediu para ser substituído. Sentiu dores lombares.

Além dos dois lesionados, também preocupa a atuação de Kaká, que pouco se mexeu e tocou na bola nos 45 minutos em que esteve em campo. O meia foi excessão em um time que, embora tenha enfrentado um adversário fraco, mostrou boa movimentação e toque de bola.

Veja galeria de fotos do amistoso 
Maradona responde às provocações de Felipe Melo

O jogo serviu também para Dunga testar seus reservas. Viu boas jogadas de Julio Baptista e Daniel Alves, por exemplo. 

No saldo final, o treinador deve ter ficado contente com o que viu. O time visivelmente foi prudente e não se esforçou muito para bater Zimbábue, que embora esteja longe de ser um bom time, mostrou disposição (às vezes até exagerada).

Na segunda-feira (7) o Brasil enfrenta a Tanzânia, em seu último teste antes da Copa do Mundo.

Clima de Copa invade a África do Sul; veja as fotos

O jogoComo esperado, Dunga colocou força máxima em campo. À excessão de Juan, poupado por ter sentido um desconforto na coxa, o time que começou a partida era o considerado titular. Se a ideia era dar ritmo de jogo aos atletas, o amistoso serviu.

Antes do pontapé inicial houve apertos de mão, sorrisos e promessas de jogo entre amigos. Mas quando o juiz apitou, a seleção de Zimbábue não tirou o pé em nenhuma bola, pelo contrário, e deu trabalho para os brasileiros.

Após um começo de jogo em que o Brasil tentou ficar com a bola, o time da casa passou a dominar e levar perigo à meta de Julio César. Aos 19min, a seleção do Zimbábue teve chance clara com Karuru. De frente para o goleiro do Brasil, dentro da área, o atacante isolou. Logo depois, Julio César pediu para ser substituído e deu lugar a Gomes.

Ronaldo desmente suposta entrevista dada a jornal Argentino

O jogo continuou com entradas duras e com o Zimbábue levando mais perigo, mas foi o Brasil quem abriu o placar. Aos 40min, Michael Bastos bateu falta próxima à área com precisão e violência. O goleiro rival nem encostou na bola, era 1 a 0 para a seleção brasileira.

Três minutos depois da bomba de Michel Bastos, foi Robinho quem marcou. O atacante recebeu bola de Maicon e na saída de goleiro rival só desviou para o gol. E o primeiro tempo terminou 2 a 0 para o Brasil.

Para o segundo tempo, o Brasil teve três mudanças. Kaká saiu para a entrada de Julio Baptista, Lúcio deixou o campo para a entrada de Luisão e Daniel Alves substituiu Maicon.

Fifa inaugura centro de imprensa na África do Sul

Não demorou para que a nova formação brasileira se entendesse. Aos 11min, uma linda tabela entre Daniel Alves e Julio Baptista terminou com Elano só empurrando a bola para o gol. 

Dunga continuou fazendo alterações no time. Luís Fabiano saiu para entrar Grafite e Robinho foi substituído por Nilmar.

A partir da metade do segundo tempo o Brasil tirou o pé, tocou a bola e evitou o choque. Já havia feito o suficiente para deixar uma boa impressão a oito dias da Copa.